Curso de Pedagogia - UFSM


Tecnologias da Informação e Comunicação Aplicadas à Educação

Compromisso do Professor com a Escola e a Integração das TICs

“Vivemos, hoje, uma falta de percepção “natural”. De olhar e não VER, de escutar e não OUVIR, de estar e não SENTIR...” (http://sitedepoesias.com/poesias/56153). É compromisso do professor, significar a sua prática pedagógica, para tanto sua formação deverá estar voltada para sua escola. Em relação às TICs, o desafio do professor, é integrá-las a escola, voltadas aos interesses e necessidades reais da comunidade escolar. Muitas vezes, preocupamo-nos com aqueles professores que resistem às novas tecnologias, e esquecemos aqueles que acreditam que o simples acesso trará mudanças significativas na escola. Formação e qualidade de educação não devem estar dissociadas ao comprometimento com a escola de atuação do professor, bem como, com a evolução do mundo. E as TICs, querendo nós ou não fazem parte desta evolução, então cabe a nós, mediarmos o seu uso a favor da aprendizagem.


Pensando nosso papel como educadores em relação às TICs 


O homem evolui e com ele surgem novas tecnologias e acrescentam-se novos desafios aos já existentes. Diante deste contexto, resistimos, ou ousamos e fizemos frente. O primeiro passo para o enfrentamento é apropriar-se da era da informática. Mas a escola tem um desafio maior, o de integrar esta tecnologia em suas práticas pedagógicas. Tanto em relação ao acesso como a integração, a escola está atrasada, ainda temos escolas sem computadores, sem acesso a internet e sem professores com formação adequada para esta realidade. “Nunca fui ingênuo apreciador da tecnologia: não a divinizo, de um lado, nem a diabolizo, de outro. Por isso mesmo, sempre estive em paz para lidar com ela. Não tenho dúvida nenhuma do enorme potencial de estímulos e desafios à curiosidade que a tecnologia põe a serviço das crianças e dos adolescentes das classes sociais chamadas favorecidas. Não foi por outra razão que, enquanto secretário de Educação da cidade de São Paulo, fiz chegar à rede das escolas municipais o computador “(FREIRE, 1997, p. 87) A preocupação de Freire em relação ao acesso das tecnologias as classes menos favorecidas, ainda permanece. Muitos alunos só têm oportunidade de acesso, na escola. Portanto, não há mais espaço para divinizar ou diabolizar, discutir se é boa ou ruim a inserção das TICs no meio escolar. Nossa preocupação deve estar centrada, no acesso (nossos laboratórios de informática ainda não dão conta de atender nossos alunos, são poucos computadores para muitos alunos) e no uso pedagógico das tecnologias, a favor da educação. Em relação ao uso pedagógico, sabemos que não basta à simples inclusão da tecnologia, pois esta tem que vir dando respostas significativas a aprendizagem. Para que os recursos tecnológicos e midiáticos possam ser integrados de maneira significativa, é importante ir além do acesso, criando condições para que alunos e demais membros da comunidade escolar possam se expressar por meio das múltiplas linguagens, dominar operações e funcionalidades das tecnologias, compreender suas propriedades específicas e potencialidades para uso na busca de solução para os problemas da vida. (Almeida 2009, p.82) Ajudar os alunos a aprender a aprender, a buscar informações que possam contribuir para a construção do seu conhecimento, certamente é um desafio que o professor poderá superar com uma formação continuada de qualidade, na busca de integrar tecnologia ao processo de ensino e aprendizagem.
PAPEL DO PROFESSOR, PARA DEMO Não temos como não nos envolver com as novas tecnologias, mas é fundamental entrar no jogo como sujeitos, não como objetos. (p.7) No entanto, o professor maiêutico , envolvido com a aprendizagem profunda do aluno na condição de orientador e avaliador, além de motivador, é, a rigor, insubstituível. (p.11) 
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini, 2009 Gestão de tecnologias, mídias e recursos na escola: o compartilhar de significado – Disponível em: http://www.rbep.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/viewFile/1435/1170 - acessado em: 18/04/2012 DEMO, Pedro-Disponível em http://www.oei.es/pdf2/habilidades-seculo-xxi.pdf - acessado em 18/04/2012, p. 7. A maiêutica é a arte de fazer chegar à verdade e às evidências, que, de acordo com Sócrates, eram os “princípios” ou as “verdades eternas”, neste caso, o diálogo, como um “parteiro” de idéias é o ingrediente essencial a essa arte. http://www.sca.org.br/artigos/MaieuticaSocrates.pdf acessado em 18/04/2012


A integração das TICs nos Currículos Escolares
As mudanças do mundo moderno são certamente, mais velozes e ferozes que no passado. Com as mudanças vêm às tecnologias, e ou vice-versa. Sabedores da velocidade da inserção de novas tecnologias em nosso cotidiano, e as transformações que estas podem causar, consideramos de suma importância a integração das TICs nos currículos escolares. Em relação à educação formal, sabemos que não basta à simples inclusão da tecnologia, pois esta tem que vir dando respostas significativas a aprendizagem. Para que os recursos tecnológicos e midiáticos possam ser integrados de maneira significativa, é importante ir além do acesso, criando condições para que alunos e demais membros da comunidade escolar possam se expressar por meio das múltiplas linguagens, dominar operações e funcionalidades das tecnologias, compreender suas propriedades específicas e potencialidades para uso na busca de solução para os problemas da vida. (Almeida 2009, p.82) Importante em qualquer prática pedagógica é conhecer o contexto da onde iremos agir, e projetar à re-significação desse espaço. Podemos nos reportar a Almeida e a Delors (2009, 2003), quando evidenciamos a abordagem de projetos na integração das TICS ao processo pedagógico; pois tanto um autor como o outro enfatizam a importância do ensino aprendizagem dando significado à vida dos sujeitos. É fundamental, como já vimos, planejar para projetar, traçar objetivos e metas, saber aonde se quer chegar. Pois em educação, não podemos trabalhar com ”achismos”. Portanto, subjacente ao saber fazer está o entendimento de que é necessário refletir sobre a ação, ressaltando que o importante não é só o resultado obtido, mas também o caminho percorrido para se chegar a esse resultado. Cabe aos pesquisadores e educadores – conscientes de sua responsabilidade social e comprometidos com o ensino voltado à aprendizagem e à compreensão das problemáticas da vida – analisar as tendências mundiais de integração e convergência de tecnologias, construir referências conceituais que permitam compreender criticamente as contribuições da incorporação de tecnologias à educação, assim como acompanhar e subsidiar a definição de políticas públicas voltadas à inclusão digital das escolas e à integração de tecnologias aos processos de ensinar, aprender, gerir a escola e suas tecnologias. (Almeida, 2009, p.76) O uso das tecnologias, mais especificamente as TICs, no processo pedagógico, está diretamente relacionado à formação do professor. Diretamente envolvido com o aluno está o professor de sala de aula, portanto cabe, a ele, mesmo no laboratório de informática, a mediação do processo ensino e aprendizagem, levando o aluno a pensar sobre aquilo que está fazendo, a pesquisar e a avaliar seu processo. Mas não podemos esquecer que na escola temos outros atores envolvidos com esse processo. Não cabe então, atribuir a um único sujeito, a tarefa de educar, que pressupõe a participação ativa de toda comunidade escolar. Para Moran (2008), a implantação de novas tecnologias, e referindo-se principalmente ao computador e a internet, a escola deve percorrer alguns passos: o acesso, o domínio técnico, o domínio pedagógico e gerencial e o das soluções inovadoras que seriam impossíveis sem estas tecnologias. Referente à reflexão de Moran (2008), ainda que concordamos acerca da implantação de novas tecnologias, temos ressalva quanto ao uso do palavra “impossível”, no parágrafo acima. E é com citação de Moran (2008, p. 6;7) “A integração da gestão administrativa e pedagógica se faz de forma muito mais ampla com os computadores conectados em redes.”, que encontramos o termo mais adequado, podendo assim, audaciosamente dizer que as soluções inovadores seriam amplamente possibilitadas com estas tecnologias. As mudanças são muitas e muito rápidas, portanto, acreditamos que as palavras nunca e impossível, poderão ser passado. Esta reflexão consolida-se a partir do que nos diz Moran (2008) a respeito da gestão administrativa e pedagógica das TICs. Segundo o autor torna-se necessário a ampliação da participação dos atores responsáveis pelo processo de ensino e aprendizagem bem como a valorização das redes de conexão. Levando em consideração, que a escola se encontra no quarto passo, a que se refere o autor, a implantação das tecnologias, colocada a serviço da escola, vem contribuir administrativamente e pedagogicamente para melhorar a qualidade da educação. Concluímos que toda prática pedagógica, individual e ou coletiva, inserida na escola, deve vir acompanhada de planejamento participativo, ação e reflexão crítica, para atender as necessidades postas para uma vida melhor, dos sujeitos envolvidos no processo de educação. A escola que planeja, certamente saberá o momento certo e a finalidade para lançar mão de diferentes práticas pedagógicas. 
REFERÊNCIAS
 DELORS, Jacques, Cortez editora, Brasília, DF, MEC/ UNESCO. 2003. Educação, um tesouro a descobrir, 1999 
ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini, 2009 Gestão de tecnologias, mídias e recursos na escola: o compartilhar de significado – Disponível em: http://www.rbep.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/viewFile/1435/1170 - acessado em: 10/07/2011 MORAN, José Manuel, Gestão inovadora da escola com tecnologias Page 22/8/2008 Disponível em http://www.eca.usp.br/prof/moran/gestao.htm - acessado em 10/07/2011

Possibilidades de texto e escrita na Internet 
Na WEB, ampliam-se as possibilidades de aprendizagem e de interações, assim como os recursos para o ensino-aprendizagem da escrita em formato digital. Com esta evolução também se alarga as probabilidades de riscos de invasão à privacidade. Diante deste horizonte, resistimos, ou ousamos e fizemos frente. Qual o desafio da educação nesse contexto? Não se pode imaginar o mundo sem a internet. De um lado, suas contribuições e de outro seus prejuízos. Na Educação, podemos canalizar nossos esforços no bom uso dessa ferramenta, investindo nessa nova prática de escrita (textos, hipertextos, links, imagens, cores, ampliação da produção coletiva e da pesquisa). Os PCNS nos trazem os gêneros textuais, a fim de ampliar e dinamizar o trabalho da Língua Portuguesa no cotidiano escolar, pensando assim, com o mesmo propósito podemos aproveitar os novos gêneros que surgem com o meio digital (e-mail, chat, blogs). Assim, do mesmo modo, podemos fazer uso das redes sociais, uma febre mundial: Twitter, Facebook,Orkut e MSN. E o livro digital? Na Wikipédia [1]encontramos: “Livro é um produto intelectual e, como tal, encerra conhecimento e expressões individuais ou colectivas”. Para Cony, 2000. Discutir a sobrevivência do livro, como objeto material, é ocioso. Como produto industrial, ele estará sujeito às transformações da técnica e da circunstância. Agora, o espírito da letra, a necessidade da letra como símbolo de expressão, reflexão e comunicação, isso nada tem a temer da linguagem digital. A disponibilidade de livros eletrônicos faz parte da evolução do livro, portanto faz-se necessário agregar a estas mudanças, conhecimento. A internet possibilita informação a qualquer usuário, em qualquer lugar, com diferentes níveis de conhecimento. Não podemos desperdiçar esta oportunidade que a WEB nos da para universalizar o conhecimento; perdendo tempo em discutir, se estas mudanças, serão ou não boas para um futuro que já está ai. Concluímos que, inegavelmente, a era digital é uma realidade da qual a escola não pode se abster, e com ela, ampliam-se as possibilidades de escrita e textos.
REFERÊNCIAS 
Cony, Carlos Heitor2000. O fim do livro e a eternidade da literatura  Conteúdos- etapa 1- Módulo material Impresso-Curso de Especialização Mídias na Educação – UAB – IFSUL - Pólo Constantina.

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